sexta-feira, março 17, 2006
Suspiro
No máximo, hoje eu acho bonito esse sentir
como acho que é qualquer coisa honesta que se diz
E quanto as músicas felizes, ah, me fez acreditar
que outras muito melhores poderia escrever
Você.... você é a mão que eu posso segurar
quando nada além disso parece seguro
Você tem a cabeça cheia de idéias
que no meu ombro não pesa
e o coração exuberante que combina com meu jeito despojado de ser
Você é o suspiro que me inspira
é docimente sinestésico, anestésico até
vide a ansiedade do encontro cuja certeza me acalma
e as borboletas no meu estômago que voam esplendorosas pra sua boca
e acham lá o seu lugar, deixando de me perturbar no estômago
e me tranquilzando o coração
Você é a obeviedade maravilhosa em que eu custo a acreditar
Você é o olhar que se declara e que eu só posso retribuir olhando
porque minha boca se reduz a sua insignificância
pois não há algo nobre o suficiente para falar
Você é o estranhamento com o qual eu me sinto confortável
e a certeza iresoluta de que não adianta pressa
você é muito
nunca poderia te experimentar por completo
e por isso não se justifica pressa
apenas cautela, para que eu possa conhecer da melhor forma o melhor de você
sexta-feira, março 10, 2006
- hiato
e o ócio tomando todo o meu extenso tempo disponível
é por isso que eu não atualizo ;p :/ :S
domingo, fevereiro 26, 2006
rompendo
domingo, fevereiro 19, 2006
aDORnadaCOMsuasLÁGRIMAS
tão conhecida sua, tão intensa
que lhe confortava, quase sólida
garantindo-lhe um lugar
no ser e no estar
um abrigo contra o medo
que trocou por uma certeza
a certeza da tristeza
nela confiou
por ser sua única companheira
dentre todos sentimentos
o único constantemente intenso
sendo cada aspecto dela tão familiar
que, sem provas, poderia identificar
a sua presença apenas por indícios
que sabe lá se existiam
acostumou-se com a dor
e erroneamente julgou
estar imune ao sofrimento
a dor é uma droga
e ela havia tido overdoses mil
até acreditou ter perdido o vício
mas não passava de uma conclusão vil
necessitava sim de doses mais fortes
posto que dor intensa já era trivial
precisava se martirizar até obter
algum tipo de percepção existencial
morre de medo de se desestabilizar
de ter que enfrentar a dúvida do existir
a despeito da sua certeza de sofrer
não percebe que não consegue
lidar com outra coisa além de dor
associou amor a sofrer
a resguardar-se
frustrar-se
e resolveu repetir essa experiência
eternamente, com displicência
adornada com suas lágrimas
quarta-feira, fevereiro 15, 2006
mais pra se viver
e o desperdiço devagarinho
como quem brinca com o perigo
eu finjo que descanso
sem estar cansado primeiro
e me perco no tédio
à procura de um remédio pra preguiça
que não seja algo dinâmico
e enquanto isso, eu fico aqui pensando
que deve existir mais pra se viver
do que ficar conjecturando
que deve existir mais pra se viver
sim, deve haver mais pre se viver
do que ficar conjecturando que deve haver
mais do que conjecturar aqui que deve haver
mais pra se viver
segunda-feira, fevereiro 13, 2006
glow, blow
that only you can see
as there is a glow on your skin
that absurdly
don't blind the whole world
because they're too blind to see
but I'm not
I'm caught
by the glow of your body
that just blows my mind
I'll pick up my shine
you keep your light
and we'll burn together
brighter, forever
sexta-feira, fevereiro 03, 2006
obra
Multiplana em tela
Etérea enquanto matéria
Carnal quando é rítmica
A capa além do óbvio, como verso
Envolvente imagem em movimento
Trancedente imagem aprisionada
ou como verdade ficcionada
Muito bela em teoria
depois de escarrada e esculpida
mas antes do adiante
quanto custa a obra?
e o mais importante
o quanto ela cobra
do pedreiro de auto luxo
que é o artista?
Eu pergunto ainda
e o que lhe resta
depois de tanto artifício
empregado nesse vício
de fazer a obra?
Ou então não tem resto
e é ele que sobra?
Pois bem, penso assim
A obra completa
é o artista per si
7 artes em um ser
transbordando
para não se afogar
ensimesmado
A maior arte desse ser
é não somente sobreviver
como todos de sobras vivem
mas conseguir ainda existir
o que se pode fazer com estilo
até sofrer pode ter seu brilho
e isso sabe quem é artista de verdade
cada passo calculado
espontaneamente, é claro
fingindo sempre não ser cool
pois apelo cool maior não há
digo que artista sem humildade falsa
é que acaba soando como farsa
Ele tem Um buraco eterno e sem fim
jorrando coisas boas e ruins
pois quanto mais intenso vive
mais produz e prediz
do pensar e sentir alheios a si
e tão comuns a todos
Esse desejo constante
de querer mais e mais
sentir mais e mais
ser mais e mais
nunca é preenchido
graças a deus!
porque se fosse
produziria sempre mais do mesmo
se inspirando tanto em si
e esquecendo do alheio
que acabaria perdendo o fôlego
e se afogando em si mesmo
Em caso contrário, saudável
Muita vez a obra em tela
é mais viva e bela
do que o que vê o poeta
porque o que ele pinta
ninguém mais viu igual
Sua sensibilidade é tão completa
que nem só a beleza inspira
mas a tristeza também
quando a partir dela vem
a vontade de mudar a vida
transformá-la em metáfora
feita de suor e lágrimas
ou que seja de gozo e riso
ou qualquer mistura única
dos ingredientes da nossa alma
Sejamos todos pois, obra e artista
sejamos tinta e papel
deixemos que nos escrevam
que borremos
e que nos rasguem as páginas
e o mais importante
conservemos o rascunho vivo
para nos libertar
do preço mais caro
que se cobra:
o de pertencer a obra
terça-feira, janeiro 31, 2006
survival
Fazer o que, o texto veiu assim em inglês... vai ver é saudade que meus dedos tem de escrever nessa língua, que sempre serviu de suporte pra minhas loucuras! =p
Survival
I can get despair from any fountain, cause sadness is just another kind of madness. I mean, it doesn’t have any reason to be, doesn’t make sense at all. Depression is so stupid… how can we feel so bad, worse than anyone? We’re all full of shits, and all full of graces. We have to be very stupid not to see the last ones. And almost always, we are. Stupidly believing that pain has a reason itself, but it has not.
The world is very dangerous, there are traps everywhere, and we need to be very fast, and very smart, not to be caught up. It’s not about courage, it’s all about survival. I don’t keep pushing on because of any kind of courage, but because of fear, the fear that I have of letting myself behind, of being unhappy, of feeling empty and lonely again. I have tasted from despair. I know what kind of suffer is waiting for me if I let it catch me. And I know that there are infinite ways to suffer, but none of then is bigger, or worse, than the one I tasted, cause it was the non-living one. The living ones are almost always lighter. Or at least, it’s the same thing, but with some extra-advantages, like the risk of having fun and being loved.
I think that no one that has a really good friend can feel despair, at least not for a long time. Friends are people that can see us very clearly, and they can show, even without words, that we can not see it right, that we don’t have reason to feel despair. We can’t give up. Not because of honor, or anything like this, but because we will be caught up by the trap, the pain trap: being unhappy for no reason, and making other people unhappy too. Happiness is always shared, and so we can’t do with pain. It is, in the opposite way, multiplied, making other people to be caught up.
Reasons to feel the happiness? I can find them anywhere, by any fountain: from a song, from a smile, from a beautiful sunset. Yes, it’s stupid too. Explanation for it? It doesn’t have one. I just feel. I just try to keep pushing on. It’s no about faith, I repeat, it’s all about survival. If it is to be stupid, be a happy one. Don’t loose such time trying to understand. Human being has being trying it for so very long, and hasn’t found it. But millions have already found happiness. And now, what? What you’re gonna do?
*special thanks to michel ;)
segunda-feira, janeiro 23, 2006
cravinhos
Andei lendo bastante autores de contos, e estou gostando muito, o que acabou me levando a espontaneamente ir criando os meus. Não sei nem se são contos, ou se são crônicas, mas são uns textinhos em prosa aí =P Nem os especialistas em literatura sabem definir bem a diferença entre os dois, não sou eu, pobre plebeu pseudo-intelectual, que vou desvendar esse mistério.
Só sei que logo, logo, volto com novidades aqui, provavelmente com a continuação do ''menino e o seu tempo''.
Enquanto isso, pra não deixar um hiato tão grande, vou postar um textinho antigo, sobre um dos meus temas mais recorrentes: a metalinguagem. Dessa vez de uma maneira um tanto mais bem-humorada e escatológica(deus abençoe Augusto dos Anjos).
cravinhos
poeminhas embrionários
são como pequeninos cravos
que incomodam sempre, sempre
agente espreme, espreme
chega até a se machucar
porém eles continuam lá
incólumes e invencíveis
e não vêm a desabrochar
só quando muito inflmados
e em espinhas transformados
pode se expulsar o pus
e o poema vem a luz
sexta-feira, janeiro 06, 2006
inflamado
de te queimar mais adiante
sempre me incedêio primeiro
antes de chamuscar terceiros
não sendo-se a própria lenha
a ferida logo se cura
por isso é forma mais segura
se queimar com a flama alheia
mas sendo minha, não sossega
na renúncia dessa espera
apenas crescem suas labaredas
que em mim rarei o seu ar
faltando apenas queimar
tuas raízes semi-secas
quarta-feira, janeiro 04, 2006
brigado 2005, feliz 2006!

2005 foi um ano muito legal. Meu terceiro ano conturbado, várias perdas, vários ganhos. E no final, acho que deu num bom balanço. Porque mesmo que a gente se estrepe, a gente dança, literalmente. E quem dança... seus males rebola fora :P.
Meio que sem querer acabei criando esse blog, coisa que eu queria fazer a muito tempo, mas não tinha tido coragem ainda. Um blog é uma coisa extremamente pessoal, e aí estão todos os seus prós e contras. Até agora acho que os prós estão imperando, e espero que assim continue. Achei nesse espaço aqui um estímulo para estar sempre escrevendo e melhorando, de forma a produzir algo a altura dos meus leitores. Adorei a retribuição dos mesmos, seus comentários, suas críticas, seus elogios, enfim, toda a interação com outras pessoas que esse veículo me proporcionou.
Fiquei extremamente feliz de conhecer várias pessoas interessantíssimas através do blog, principalmente aqueles cujos blogs que estão linkados aqui. Se vc é uma dessas pessoas, pode ter certeza de que tenho enorme admiração por você, e até me inspiro um pouco no seu talento. Não vou citar nomes, porque a gente sempre esquece de um ou outro, acaba virando uma injustiça, mas quero agradecer a todos os que me acompanharam durante esse ano que passou; meus amigos distantes que agora podem me ler tranquilamente como antes, e de todos os meus amigos virtualmente reais que fiz aqui. Que 2006 seja um ano tão bom e cheio de realizações como esse que passou foi. Feliz 2006 pra todos vocês!
sábado, dezembro 31, 2005
monstrinhos
existem dias em que ela só consola
cola e recoloca as idéias
abrir as portas do nosso sotão
dos nossos pequenos segredos
que crescem em segredo
e vão se tonrnando mostrinhos
prontos pra nos devorar
guardadas, dúvidas se solidificam
e agente se endidvida com a verdade
quem sabe um pouco de coragem
quebre a barreira que criamos
que nos separa, em vez de proteger
descobrir um novo gosto
um novo cheiro, uma nova cor
em alguém já tão conhecido
de quem não se espera novidade
a cada nova idade experimentada
novas verdades desabrocham
e conhecê-las nem dói mais
pelo contrário, nos conforta
porque o coração já comporta
saber o que realmente se passa
já não é preciso fechar a porta
pra i pedir que o monstro saía
ele simplesmente vaporiza
em contato com o ar, oxida
e a gente segue com a vida
porque ela não para de correr
quarta-feira, dezembro 28, 2005
some :(:): drama
is after the end
that begins the shit
now everybody is cheating
on your own feelings
make up everything
to look more dramatic
we start the theater
it's so exaustive
as a Triathlon
trying to handle it
begins the entertainment
oh, and how he mente
(he lies, he lies)
the public is waiting
(loosing my time)
til the tears start to fall down
oh, it's so sparkling
lágrimas tão sparkling
they created the spectacle
and they choose the drama
oh, they love some drama
how sparkling are the lágrimas
some, drama
so you play the victm
and I play the villain
cause it's the perfect excuse
for you not to feel guilty
and everybody understands it
it makes it much more simple
simplifica
simples fica
so they can understantd
they think they can understand
simple has never been
not simples like this
starts the clichê
and they change the cahnnel
to the televisa one
they can get this shit
they think they can understand
they can't
but they can't
even so, they try hard
like it was a soap opera
they search for fofoca
trying to guess the truth
but they never could
no, they never could
this is only between
you and me
and it stops here...
can you all hear?
they ask what happened
and why is all that shit
but they can't get it
no, they won't
they ask an explanation
i'd love to have one
but it's not to give them, damn
it's only our business, then
there is no one to blame
there isn't anyone guilty
in any relationship, and
I tried hard to built it
you try hard to keep it
but circunstances
and a much bad luck
consumed the relationship
but I won't let it consume us
to turn into a relationshit
i got away from it
won't play the game
segunda-feira, dezembro 26, 2005
ócio improdutivo, e com orgulho!
De volta à dura rotina das férias. Acabaram as festas de natal, que são uma bela distração nesse fim de ano de completa morgação. Voltamos a costumeira sucessão de retrospectivas e projetos para o próximo ano. Parece que essa semana que falta para o ano acabar dura realmente um ano de fim... Não acontece absolutamente nada, uma preguiça continental, como se já tivéssemos feito tudo que devíamos ter feito nesse ano.
Minha programação, porém, é agitadíssima. Dormir até 9h da manhã, depois passar mais uma hora com preguiça de se levantar, até ir para o banheiro, liberar o líquido filtrado durante o sono, escovar os dentes para acabar com o sono e voltar para ver tv. Cansei de ver tv, vou procurar alguma coisa para comer. Pregiuiça de comer... Mas é tão chato ficar com fome! Esse é o ser ou não ser das férias. Curtir a preguiça ou curtir o tempo livre. Parece que a preguiça sempre vence. Tenho milhões de livros pra ler. E tenho todo o tempo do mundo para lê-los. Então resolvo deixar para ler no restante do todo tempo do mundo. O mundo nem tem tanto tempo assim, pra falar a verdade. Quanto mais tempo eu tenho, menos eu faço.
Ócio improdutivo? É sim, e daí? Era o que me faltava essa de que temos que aproveitar o nosso tempo de folga para fazer algo útil... Agente não faz nada útil nem no tempo de trabalho, quanto mais no ócio. Para mim isso é só mais uma maneira do modo de produção vigente incutir na nossa cabeça que temos que ser produtivos... Férias produtivas não são férias, é horário flexível de trabalho. Não caia nessa!
Férias é tempo de não fazer nada, como durante todo o restante do ano, mas sem culpa nenhuma de não estar fazendo nada... ao contrário do restante do ano.
sexta-feira, dezembro 23, 2005
quarta-feira, dezembro 21, 2005
marcas
eu tenho uma foto sua na minha carteira
eu tenho lembranças de você em cima da mesa
tenho seu cheiro ainda na minha cama
e o seu sorriso no brilho do meu sol
eu tenho tantas marcas suas em mim
e, pode ter certeza, nenhuma é cicatriz
são todos registros
de um tempo muito feliz
que eu quero que continue assim
eterno em memória
e que se renove na vida
só espero que você possa ser feliz
e que seja deprezível agora
o mal que eu te faço
frente ao bem que te fiz
sua dor é minha dor
porque eu posso sentir
em mesma intensidade ou maior
dentro e em volta de mim
o tempo vai curar, e só,
o tempo não leva nada
quem leva é o vento
e você não é efêmero
vai ficar
se é melhor bifurcar caminhos
é pra que não se desgaste nosso elo
mas se transforme
se renove
e quem sabe em breve
pare de doer
para que as memórias
se tornem somente saudosas
sem causar nenhuma tristeza
de te guardo somente o melhor
e é muita coisa
recorde de coisas boas
que eu vou sempre recordar
terça-feira, dezembro 20, 2005
sábado, dezembro 10, 2005
qual a metade do infinito?
.

quando pequeno
queria ser grande
cresci só um pouquinho
e então já quis ser mínimo
poder passar despercebido
mas vendo o engano concebido
concluí: melhor ser progressivo
vi a vida pela janela
mas foi só pulando ela
que vivi a vida plena
e pintei a vida em tela
viajei por aí
encontrei com alguém
e então me perdi
alguém me encontrou
bateu na minha porta
e me devolveu eu
saudade do meu eco
o único que sempre
reponde e nunca mente
ele sempre me diz
que permanentemente
tudo é inconstante
e ainda assim agente
não consegue prever nada
o futuro sempre escapa
da nossa mão de vidente
descobri que na nossa palma
há sim o destino da alma
mas em vez de nela escrita
é com ela que se escreve
e que a minha voz
não entoa só lamentos
também encantamentos
e desata alguns nós
até os da garganta
foi então que aprendi
que o dom da previdência
está em deixar correr
todas as minhas reticências
esses fiapos de destinos
ínfimas frações do ínfimo
que me conectam com o mundo
me trazem exclamações
e pontos semi-finais
o que vem depois disso tudo?
eu tinha metade de nada,
depois de muitos infortúnios
consegui metade do tudo...
falta ainda o infinito!
terça-feira, dezembro 06, 2005
há um ano de fim ainda!
Nâo importam quais, tomei decisões, e elas já traçaram meu destino, da maneira menos determinista e mais ambígua possível. Tomara que dê tudo certo, mas mesmo se não der, valeu a pena. E no último ano eu desconstrui o meu mundo e reconstrui outro mais confortável e confiável pra mim. E eu talvez não tenha investido muito no futuro, coisa que sempre fiz, mas investi tanto no presente, que algo deve ficar. E o que eu plantei no passado, não foi perdido, pelo contrário, parece que agora finalmente parece começar a dar frutos.
Faz pouco tempo, mas parece que foi outra vida, já passou. E pela primeira vez eu olho com pura saudade, sem mágoa, nem arrependimento, mas ao mesmo tempo tendo a certerza de que eu fiz o melhor do que poderia ter feito. Tudo bem que errei muito, mas fiz muitos acertos, corri riscos, me risquei, me riscaram, e no final, finalmente sinto que escrevi uma história que vai ficar marcada em mim, não lá no fundo, mas estampada na cara do meu ser.
Não sou mais um menino puro, ingênuo e sem marcas, e isso é ótimo. Era bom ser como antes, é ótimo ser como agora e será maravilhoso ser o depois... mas eu nem estou pensando muito no terceiro! O que importa é que o agora é tudo o que eu tenho certeza, e tudo que está sob meu domínio, é tudo que eu preciso. O ano que vem, a vida que vem, eu vou correr atrás, e seja pra onde eu tenho que me dirigir, eu vou ir rápido, mesmo sabendo que serão rumos completamente desconhecidos, nunca antes desbravados.
Sinto de novo aquele medo saudável de não ter a mínima noção do que vai acontecer, e isso é tão bom... Não me sinto condenado, nem prestes a ser condecorado, e isso é ótimo! Não tenho destino feito, nada que me amarre, pelo contrário, muito fio pra tecer alguma coisa. Não estou solto só no espaço, mas também tenho liberdade o suficiente para oscilar entre tudo que eu quiser até escolher onde quero ficar.
E que no próximo ano tudo que tiver que dar errado dê errado, e que tudo que for pra dar certo, dê, porque eu não acredito em destino, eu acredito em sorte! E que o pior que acontece, é sempre o melhor do pior que poderia acontecer!
sexta-feira, dezembro 02, 2005
pra sair do hiato...
impulse!
não desperdície assim um amor
como quem joga uma roupa fora
você pode achá-lo antiquado
ou quem sabe um número mais largo
se não for esse o caso
quem sabe descosturado
mas até se é ruim
é bom mesmo assim
com o tempo se molda
aperta ou folga
pra falar a verdade
dilata e se contrai
no mesmo ritmo
a toda hora...
deixe-se irrigar:
o amor pulsa!