Quem tem muita pressa
quase sempre
muito tempo perde
Quem corre mais
nem sempre
chega na frente
porém, entretanto, mas
quem tem sempre um pé atrás
quase semrpe se estrepa
na hora do arranque...
correr disarado
não importa para onde
mas pra um dia
seja ele qual for
chegar a algum lugar
as vezes não pensar
é a coisa mais inteligente
a se fazer
regurgitar pensamentos
é amolecer
as vezes examinar
todas as possibilidades
é deixar escapar a verdade
entre todas as suas versões
quando não se sabe o que fazer
corra atrás do que mínimo
aqulilo que é seu intrínseco
e não é possível se desconhecer
quarta-feira, novembro 23, 2005
sexta-feira, novembro 11, 2005
indícios...
de que vive o amor ?
com certeza
não de provas concretas,
como um crime clássico
o amor vive de indícios,
de reticências,
do que ficou no ar...
assassinato discreto
o amor não deve ser um grito,
como um feitiço celta muito antigo
o amor deve ser um sussurro
s o l e t r a d o a o s p o u c o s
sobre a alma do outro
a paixão tem a certeza
tem a prova concreta
a arma do crime a vista:
o amante ensaguentando
banhado do sangue próprio
tentando pulsar dentro do outro
como o outro pulsa dentro de si
o amor tem somente isto:
a digital do criminoso
impressa em cada olhar
que se dispara à pessoa amada
com a mira de quem não atira nada
só detetive sagaz, o bom amado
nota tudo que é disparado
porque como bom criminoso
o amante sempre garante
que realmente foi fatal
atirando de novo
e de novo
e de novo
...por segurança
de que a segurança do outro
seja infrigida
amar é afogar o outro
com o seu corpo
tirar seu fôlego
asfixiar com os braços
em volta do seu torço
penetrar-lhe a carne
atingir sua alma
atirar-se quando preciso
o amante é a bala
o amado é o alvo
mas só sera fata
quando atingir o coração
talvez fosse mais proveitoso
perguntar:
de que morre o amor?
quem pode ser acusado?
suicídio ou assassinato?
Bang, bang, my baby shot me down...
com certeza
não de provas concretas,
como um crime clássico
o amor vive de indícios,
de reticências,
do que ficou no ar...
assassinato discreto
o amor não deve ser um grito,
como um feitiço celta muito antigo
o amor deve ser um sussurro
s o l e t r a d o a o s p o u c o s
sobre a alma do outro
a paixão tem a certeza
tem a prova concreta
a arma do crime a vista:
o amante ensaguentando
banhado do sangue próprio
tentando pulsar dentro do outro
como o outro pulsa dentro de si
o amor tem somente isto:
a digital do criminoso
impressa em cada olhar
que se dispara à pessoa amada
com a mira de quem não atira nada
só detetive sagaz, o bom amado
nota tudo que é disparado
porque como bom criminoso
o amante sempre garante
que realmente foi fatal
atirando de novo
e de novo
e de novo
...por segurança
de que a segurança do outro
seja infrigida
amar é afogar o outro
com o seu corpo
tirar seu fôlego
asfixiar com os braços
em volta do seu torço
penetrar-lhe a carne
atingir sua alma
atirar-se quando preciso
o amante é a bala
o amado é o alvo
mas só sera fata
quando atingir o coração
talvez fosse mais proveitoso
perguntar:
de que morre o amor?
quem pode ser acusado?
suicídio ou assassinato?
Bang, bang, my baby shot me down...
quinta-feira, novembro 03, 2005
deLírio
Que loucura é nossa mente
nossos sonhos nunca mentem
imagino que nem sonhes
que sonho contigo
e quem vai saber também
os sonhos que habito
até porque, afinal,
desejo não possui direito autoral
só possui por possuir mesmo...
delírio é tornar vivo
um instante impossível
sem consequência ou arrependimento
valendo apenas o momento
eternamente válido por si mesmo
que razão tem a loucura
que tanto tempo dura?
o desejo verdadeiro transpõe
barreiras tão, mas tão grandes
que mesmo que tente e võe
nem sequer o amor tem alcance
disância, tempo, desconhecimento
a paixão é seguramente anônima
nos permitindo
o prazer do impossível
degustar o gosto do proibido
um gosto um tanto amargo
quando estamos acordados
mas que no delírio líquido
diluido, é até apreciável
a tranqulidade monotona do real
frente a excitante desordem
do desejo, vence fácil demais
porque esse queima e inflama
se espalhando pelo ser que ama
ainda assim é alívio
poder acordar e ver tudo igual
sem ter posssuido
o que era proibido
sem consequências
e sem ganhos também
só uma lembrança confusa
e o gosto amargo
agora mais azedo
do que nunca
talvez não haja dor maior
do que perder o que não se tem
mas lhe pertenceu
porque se sentiu como seu
por um fio frágil de consciência
os sentidos que descordenam
a falta de sentido que explica tudo
a vontade se sobrepondo a convenção
todos os papiltes se rendendo
ao palpite único da pulsação
as luzes apagam seu veneno
iluminando só o que interessa
nosso corpo acendendo ao desejo
o toque que dá sossego
a loucura que prediz a alucinação
nossas carnes firmes
e nossas almas tênues
mas nada se apaga
tudo se ascende e torna a descer
no ciclo que leva ao êxtase
um não simplesmente não existe
sins não precisam ser ditos
os olhos declamando poesias
sobre a inevitabilidade do desejo
dois corpos que se aproximam
relutantes e sedentos
lábios que entram em contato
corpos que gritam solidão
se sentindo ainda mais imcompletos
quando vai embora o tesãO
nossos sonhos nunca mentem
imagino que nem sonhes
que sonho contigo
e quem vai saber também
os sonhos que habito
até porque, afinal,
desejo não possui direito autoral
só possui por possuir mesmo...
delírio é tornar vivo
um instante impossível
sem consequência ou arrependimento
valendo apenas o momento
eternamente válido por si mesmo
que razão tem a loucura
que tanto tempo dura?
o desejo verdadeiro transpõe
barreiras tão, mas tão grandes
que mesmo que tente e võe
nem sequer o amor tem alcance
disância, tempo, desconhecimento
a paixão é seguramente anônima
nos permitindo
o prazer do impossível
degustar o gosto do proibido
um gosto um tanto amargo
quando estamos acordados
mas que no delírio líquido
diluido, é até apreciável
a tranqulidade monotona do real
frente a excitante desordem
do desejo, vence fácil demais
porque esse queima e inflama
se espalhando pelo ser que ama
ainda assim é alívio
poder acordar e ver tudo igual
sem ter posssuido
o que era proibido
sem consequências
e sem ganhos também
só uma lembrança confusa
e o gosto amargo
agora mais azedo
do que nunca
talvez não haja dor maior
do que perder o que não se tem
mas lhe pertenceu
porque se sentiu como seu
por um fio frágil de consciência
os sentidos que descordenam
a falta de sentido que explica tudo
a vontade se sobrepondo a convenção
todos os papiltes se rendendo
ao palpite único da pulsação
as luzes apagam seu veneno
iluminando só o que interessa
nosso corpo acendendo ao desejo
o toque que dá sossego
a loucura que prediz a alucinação
nossas carnes firmes
e nossas almas tênues
mas nada se apaga
tudo se ascende e torna a descer
no ciclo que leva ao êxtase
um não simplesmente não existe
sins não precisam ser ditos
os olhos declamando poesias
sobre a inevitabilidade do desejo
dois corpos que se aproximam
relutantes e sedentos
lábios que entram em contato
corpos que gritam solidão
se sentindo ainda mais imcompletos
quando vai embora o tesãO
sábado, outubro 29, 2005
disparado!
Não quero fazer poesia engajada
me parece um tanto desperdício
mas é impossível ficar impassível
diante da realidade disparada
Nossa guerra pela paz
vencida pela tranquilidade
com que se lida com a violência
porque ás vezes ficar parado
é dar um passo para trás
Nosso costume com o insensato
vencendo qualquer espanto
nosso medo de perder
deixando tudo que resta escorrer
de mãos cheias e pesadas
desperdiçamos as chances
que incólumes passam
ao nosso alcance
mas tão longe
de serem aproveitadas
Nossos fins justificando os meios
esquecendo a falta
que a ausência de paz faz
entupidos com medo demais
o projétil venceu o projeto
resta agora saber
quem vai nos defender
estamos BLINDados de todos
mas a direção do tiro
pode ainda vir de fogo amigo
me parece um tanto desperdício
mas é impossível ficar impassível
diante da realidade disparada
Nossa guerra pela paz
vencida pela tranquilidade
com que se lida com a violência
porque ás vezes ficar parado
é dar um passo para trás
Nosso costume com o insensato
vencendo qualquer espanto
nosso medo de perder
deixando tudo que resta escorrer
de mãos cheias e pesadas
desperdiçamos as chances
que incólumes passam
ao nosso alcance
mas tão longe
de serem aproveitadas
Nossos fins justificando os meios
esquecendo a falta
que a ausência de paz faz
entupidos com medo demais
o projétil venceu o projeto
resta agora saber
quem vai nos defender
estamos BLINDados de todos
mas a direção do tiro
pode ainda vir de fogo amigo
terça-feira, outubro 25, 2005
escrever sobre escrever
O problema de escrever não é arranjar inpiração, mas organizá-la. Porque idéias e pensamentos nós temos a torto e a direito. O complicado é encadea-los, separando e jogando fora aquilo que não é necessário. Se concentrar na Idéia e tecer em torno dela o texto. É difícil não se perder no caminho, entrando por desvios e atalhos que surgem no meio do processo. E é isso que é escrever, um verdadeiro processo, ao contrário de falar, que é um gesto(quase) espontâneo, escrever pode chegar a ser arte.. Isso porque é uma forma de expressão pensada, planejada, até mesmo tecnizada. Sim, por incrível que pareça há um engenharia por trás de cada poema. Sem uma boa estrutura, o texto despenca. As palavras do escritor se perdem e ganham outro tom, o que acaba desperdiçando toda a mensagem. Nada é ao leu, mesmo que seja espontâneo, porque até a espontaneidade é planejada. Diria até que a falta de regras é a regra mais rígida que existe. E que não me venham me chamar de positivista! Porque o que defendo é que escrever não é rebolar umas palavras sobre o papel, criar expressões bonitas ou parecer inteligente. Escrever com a intenção de ninguém entender é tão estúpido quanto escrever desesperado para que todos entendam. Mastigar demais é tirar p prazer da deglutição do leitor, é atrofiar a mandíbula cerebral...
Cada um escreve do seu jeito, cada um lê da sua maneira.. e assim existem zilhões de caminhos e interpretações. Mas isso não quer dizer liberdade total, aliás é lberdade sim, mas liberdade não é ausência de regras, pelo contrário, é bagunça organizada. Existe um código, uma cartilha que deve ser seguida não por mera convenção, mas para que se possa estabelecer uma comunicação intelingível com o receptor. Quebrar esses códigos é válido se for para comunicar algo, mesmo que uma crítica ou ruptura, mas fazê-lo sem razão é tolice pura. Não que eu seja assim um profissional na área da escrita, mas aqui estão os parâmetros que eu mesmo tento seguir. Enquanto escrevo, formulo e fixo meu pensamento, reforço idéias, descarto outras... Escrever é um processo de construção do texto enquanto agente se reconstrói. Ao terminar esse texto não serei mais o mesmo, não escreverei da mesmo forma. E você provavelmente não terminará de lê-lo a mesma pessoa. Não, isso não é um ataque de vaidade, até porque essa mudança pode ser muito bem pra pior, porque não? Mas de qualquer forma algo vai se transformar, mesmo que mínimo, irrelevante. Concordando ou descordando, p leitor vai se aproximar das minhas idéias ou reafirmar as suas sobre as minhas. Só espero que não continue o mesmo, porque se não o ato de escrever e o de ler ler não teriam sentido.
Isso tudo acabei escrevemdo porque queria atualizar o blog, mas estava confuso quanto a o que escrever. Pensei até em várias coisas, vieram várias ''inspirações'' na minha cabeça, mas nada me pareceu bom o suficiente para desenvolver um texto completo. OU era muito circunstanciais, ou idéias embrionárias. Ou simplesmente não conseguia me fixar em uma só idéia. Resolvi escrever sobre isso então. Sim, gosto de escrever sobre escrever, parece o assunto mais inesgotável que existe. E estranhamente ando escrevendo textos em prosa... Influência de blogs alheios, talvez, ou necessidade de me expressar de outra maneira. Vamos ver qual será a próxima, porque nunca existem vias suficientes de comunicação. Até a próxima!
Cada um escreve do seu jeito, cada um lê da sua maneira.. e assim existem zilhões de caminhos e interpretações. Mas isso não quer dizer liberdade total, aliás é lberdade sim, mas liberdade não é ausência de regras, pelo contrário, é bagunça organizada. Existe um código, uma cartilha que deve ser seguida não por mera convenção, mas para que se possa estabelecer uma comunicação intelingível com o receptor. Quebrar esses códigos é válido se for para comunicar algo, mesmo que uma crítica ou ruptura, mas fazê-lo sem razão é tolice pura. Não que eu seja assim um profissional na área da escrita, mas aqui estão os parâmetros que eu mesmo tento seguir. Enquanto escrevo, formulo e fixo meu pensamento, reforço idéias, descarto outras... Escrever é um processo de construção do texto enquanto agente se reconstrói. Ao terminar esse texto não serei mais o mesmo, não escreverei da mesmo forma. E você provavelmente não terminará de lê-lo a mesma pessoa. Não, isso não é um ataque de vaidade, até porque essa mudança pode ser muito bem pra pior, porque não? Mas de qualquer forma algo vai se transformar, mesmo que mínimo, irrelevante. Concordando ou descordando, p leitor vai se aproximar das minhas idéias ou reafirmar as suas sobre as minhas. Só espero que não continue o mesmo, porque se não o ato de escrever e o de ler ler não teriam sentido.
Isso tudo acabei escrevemdo porque queria atualizar o blog, mas estava confuso quanto a o que escrever. Pensei até em várias coisas, vieram várias ''inspirações'' na minha cabeça, mas nada me pareceu bom o suficiente para desenvolver um texto completo. OU era muito circunstanciais, ou idéias embrionárias. Ou simplesmente não conseguia me fixar em uma só idéia. Resolvi escrever sobre isso então. Sim, gosto de escrever sobre escrever, parece o assunto mais inesgotável que existe. E estranhamente ando escrevendo textos em prosa... Influência de blogs alheios, talvez, ou necessidade de me expressar de outra maneira. Vamos ver qual será a próxima, porque nunca existem vias suficientes de comunicação. Até a próxima!
segunda-feira, outubro 24, 2005
quinta-feira, outubro 20, 2005
Tree of Li(f)e
Laranja sobre pressão amarela, agente também. Com o tempo, fruta fica madura, agente como elas cai do pé... e apodrece por um tempo, o suficiente pra ficar somente a semente, a essência.
Brota, cresce, fica vistosa. Mesmo se nutrindo de bosta. E assim somos também. Quem disse que só a cultura é edificante? Coisas ''ruins'' também nos fazem crescer, assim como o velho clichê de que os erros nos ensinam a acertar da próxima vez. Também. Porque clichês são apenas boas verdades que já foram ditas vezes demais.
SeMEnTE é aquela verdade que ainda não germinou. É preciso então mentir, que é o mesmo que plantar, agoar, adubar, reforçar a mentirinha e dar todos os recursos pra que ela possa virar verdade, árvore grande e de muitos frutos. Pra sobreviver, uma mentirinha pequena é ínfima diante da imensa que todo mundo sustenta, que é esse sistema. Mas vamos deixar esses filosofismos pra lá. A melhor mentira é aquela sedutora, a mentira arte, que faz com que a ''vítima'' deseje ser enganada, porque ela sabe da verdade, mas se deixa levar por uma versão da realidade que lhe parece mais interessante.
Quando a árvore fica vistosa, gera flores, que nada mais são do que mentiras bem contadas, belas e e inúteis como a boa arte. Sim, servem pra seduzir, e esse é o jogo da vida, que os brutos chamam de futilidade. A arte é um ensaio da vida, um rascunho, um grifo que se passa pelo pedaço percebido or alguém. É um registro, um instante, uma parte, um todo, um ínfimo, um infinito de possibilidades. Assim todo advérbio da arte deveria ser o DoceMEnTE, que é o jeito doce de mentir, seduzir, envolver.
Continuando a analogia, agente vira adulto quando aprende a mentir sem pudor. Sempre dizem pra gente quando criança que mentir é errado... outra mentirinha que dizem só pra não virarmos adultos antes do tempo. Assim é a mudinha que ainda não floresce, não se reproduz, não seduz, não engana. Assim como as crianças não fazem sexo, propagado como pecado na infância, justamente por não ser adequado a essa idade. Porque sexo é uma forma de expiar os pecados, de se redimir, e não o contrário. E crianças lá tem pecado? Claro que não, pecado é quando agente acredita meeeesmo que o que fazemos é errado. è quando agente fica adulto, independente da idade na carteira de identidade. O que são as fantasias se não uma maneira sutil de redimir as neuroses? Melhor brincar de sadomasoquista do que ferir alguém de verdade, é uma maneira positiva de lidar com a violência. Ela faz parte da natureza humana, maquiada pela civilidade. Afinal, o que é a civilização se não um grande teatro?
Assim agente aprende a mentir sem culpa, vira adulto ou adulta, quando descobre que toda verdade é oculta e toda mentira escancarada. É só ver as árvores com suas raízes enterradas e flores exposta. E antes que me venham dar lição de moral, fiquem sabendo que o maior mentiroso é aquele que diz que não mente.
Brota, cresce, fica vistosa. Mesmo se nutrindo de bosta. E assim somos também. Quem disse que só a cultura é edificante? Coisas ''ruins'' também nos fazem crescer, assim como o velho clichê de que os erros nos ensinam a acertar da próxima vez. Também. Porque clichês são apenas boas verdades que já foram ditas vezes demais.
SeMEnTE é aquela verdade que ainda não germinou. É preciso então mentir, que é o mesmo que plantar, agoar, adubar, reforçar a mentirinha e dar todos os recursos pra que ela possa virar verdade, árvore grande e de muitos frutos. Pra sobreviver, uma mentirinha pequena é ínfima diante da imensa que todo mundo sustenta, que é esse sistema. Mas vamos deixar esses filosofismos pra lá. A melhor mentira é aquela sedutora, a mentira arte, que faz com que a ''vítima'' deseje ser enganada, porque ela sabe da verdade, mas se deixa levar por uma versão da realidade que lhe parece mais interessante.
Quando a árvore fica vistosa, gera flores, que nada mais são do que mentiras bem contadas, belas e e inúteis como a boa arte. Sim, servem pra seduzir, e esse é o jogo da vida, que os brutos chamam de futilidade. A arte é um ensaio da vida, um rascunho, um grifo que se passa pelo pedaço percebido or alguém. É um registro, um instante, uma parte, um todo, um ínfimo, um infinito de possibilidades. Assim todo advérbio da arte deveria ser o DoceMEnTE, que é o jeito doce de mentir, seduzir, envolver.
Continuando a analogia, agente vira adulto quando aprende a mentir sem pudor. Sempre dizem pra gente quando criança que mentir é errado... outra mentirinha que dizem só pra não virarmos adultos antes do tempo. Assim é a mudinha que ainda não floresce, não se reproduz, não seduz, não engana. Assim como as crianças não fazem sexo, propagado como pecado na infância, justamente por não ser adequado a essa idade. Porque sexo é uma forma de expiar os pecados, de se redimir, e não o contrário. E crianças lá tem pecado? Claro que não, pecado é quando agente acredita meeeesmo que o que fazemos é errado. è quando agente fica adulto, independente da idade na carteira de identidade. O que são as fantasias se não uma maneira sutil de redimir as neuroses? Melhor brincar de sadomasoquista do que ferir alguém de verdade, é uma maneira positiva de lidar com a violência. Ela faz parte da natureza humana, maquiada pela civilidade. Afinal, o que é a civilização se não um grande teatro?
Assim agente aprende a mentir sem culpa, vira adulto ou adulta, quando descobre que toda verdade é oculta e toda mentira escancarada. É só ver as árvores com suas raízes enterradas e flores exposta. E antes que me venham dar lição de moral, fiquem sabendo que o maior mentiroso é aquele que diz que não mente.
quarta-feira, outubro 12, 2005
requiem
poemas são músicas mudas
que mudam a cada leitura
leitores, ouvintes surdos
que escutam quase tudo
captando vibrações
na tranquila reverberação
que ecoa surda no papel,
mesmo que este seja virtual
letras são notas condensadas
espontaneamente tecem
uma melodia entoada
de maneira planejada
e nunca é a toa
cada um delimita
em que tom se lê
na sua harmonia
palavras, palavras ou palavras
as vezes são gemidos liquefeitos
feito lágrimas molhando o papel
de tristeza e de felicidade
palavras quando combinadas
geram cores inesperadas
tons de verde-anil-azul
não só um simples belo blues
jazem vivas sempre sobre o céu
contando as lembranças de lembranças
de quem já morreu sob o papel
a tinta da caneta é o sangue do escritor
quanto mais escreve, mais ele sangrou
e sendo assim
cada poesia
é um pedaço de si
aos poucos amputados
exorcisados de mim
cada escrito
é um pouco epitáfio
mas nem toda morte
é infeliz
já que a vida
é um fio no abismo do fim
e a queda
talvez seja um alívio
ou a perdição
mas não importa
tenho escrito
um backup de memórias
pra nunca ser esquecido
a não ser que me apaguem
até dos livros
de quem já me leu
que mudam a cada leitura
leitores, ouvintes surdos
que escutam quase tudo
captando vibrações
na tranquila reverberação
que ecoa surda no papel,
mesmo que este seja virtual
letras são notas condensadas
espontaneamente tecem
uma melodia entoada
de maneira planejada
e nunca é a toa
cada um delimita
em que tom se lê
na sua harmonia
palavras, palavras ou palavras
as vezes são gemidos liquefeitos
feito lágrimas molhando o papel
de tristeza e de felicidade
palavras quando combinadas
geram cores inesperadas
tons de verde-anil-azul
não só um simples belo blues
jazem vivas sempre sobre o céu
contando as lembranças de lembranças
de quem já morreu sob o papel
a tinta da caneta é o sangue do escritor
quanto mais escreve, mais ele sangrou
e sendo assim
cada poesia
é um pedaço de si
aos poucos amputados
exorcisados de mim
cada escrito
é um pouco epitáfio
mas nem toda morte
é infeliz
já que a vida
é um fio no abismo do fim
e a queda
talvez seja um alívio
ou a perdição
mas não importa
tenho escrito
um backup de memórias
pra nunca ser esquecido
a não ser que me apaguem
até dos livros
de quem já me leu
domingo, outubro 09, 2005
poeminha
me
ceda
embalado
com seda
um presente...
me permita
te pertencer
aproveita
e me imita
me pertence
tão bem
como só você
sabe ser
e me fazer
estar
ceda
embalado
com seda
um presente...
me permita
te pertencer
aproveita
e me imita
me pertence
tão bem
como só você
sabe ser
e me fazer
estar
sexta-feira, outubro 07, 2005
lado B
eu choro pq não sei entoar um blues
eu berro por não ter melodia
eu me mexo por ser muito duro
minto por não saber encenar
eu risco por não saber transcrever
...
sou artista frustrado
eu berro por não ter melodia
eu me mexo por ser muito duro
minto por não saber encenar
eu risco por não saber transcrever
...
sou artista frustrado
artistas são viventes falidos
eu canto pq eu dasafino na vida
toco já que descompasso no ato
danço pra exorcisar meu retraimento
represento para não mentir d+
escrevo sendo na vida quase mudo
eu pinto pq a vida é muito cinza
desenho já que tudo é tão difuso
fotografo pra preservar algo do tempo-espaço
que sempre escorre
como líquido fluido
sobre minhas mãos vazadas
por isso abro meus poros
os dos sentidos
e capturo um instante
pra registrar sua eternidade[
toco já que descompasso no ato
danço pra exorcisar meu retraimento
represento para não mentir d+
escrevo sendo na vida quase mudo
eu pinto pq a vida é muito cinza
desenho já que tudo é tão difuso
fotografo pra preservar algo do tempo-espaço
que sempre escorre
como líquido fluido
sobre minhas mãos vazadas
por isso abro meus poros
os dos sentidos
e capturo um instante
pra registrar sua eternidade[
quinta-feira, outubro 06, 2005
notas
não se pode pagar o preço de uma mentira
a não ser que você seja um suicida
se não, pagará durante toda sua vida
e ainda virá a morrer em dívida
acredite em alguém que se desacredita
para dar esperança pra auto-estima
de quem vale muito, porém
se vende por muito pouco
como quase todos
a vida as vezes é tão repetida
como o mesmo céu claro de toda manhã
nessa cidade frágil de nome forte
a vida é as vezes tão repentina
muda-se uma vírgula
e uma nova história é construída
a vida é tão surpreendida
como uma nuvem só no azul
esperança no calor de meio-dia
a vida é até suspendida
muda-se uma vírgula
e uma história é interrompida
um amor adiado nunca vai ser achado
um inimigo esquecido sempre vai ser lembrado
e num álbum enorme sempre somem mesmo
algumas fotografias
a vida anda tão vazia
andamos tão longe de nós mesmos
talvez estejamos esquecidos
e eu nem sei se quero recordar...reacordem-me
a não ser que você seja um suicida
se não, pagará durante toda sua vida
e ainda virá a morrer em dívida
acredite em alguém que se desacredita
para dar esperança pra auto-estima
de quem vale muito, porém
se vende por muito pouco
como quase todos
a vida as vezes é tão repetida
como o mesmo céu claro de toda manhã
nessa cidade frágil de nome forte
a vida é as vezes tão repentina
muda-se uma vírgula
e uma nova história é construída
a vida é tão surpreendida
como uma nuvem só no azul
esperança no calor de meio-dia
a vida é até suspendida
muda-se uma vírgula
e uma história é interrompida
um amor adiado nunca vai ser achado
um inimigo esquecido sempre vai ser lembrado
e num álbum enorme sempre somem mesmo
algumas fotografias
a vida anda tão vazia
andamos tão longe de nós mesmos
talvez estejamos esquecidos
e eu nem sei se quero recordar...reacordem-me
terça-feira, outubro 04, 2005
desa(r)mar
ser amado é ser pelo outro
de tal maneira responsável
que não há como escapar
de retribu-i-lo
da única forma possível
amando,
mesmo que de forma latente
sonolenta e preguiçosa
amar é ato de caridade
que se faz a si mesmo
filantropia que mais beneficia
aquele que a pratica
eu nunca amei pra não doer
se não doeu, então foi gostar
gostar é sempre prazeroso
quando doer, é só parar
amar não, é pra sempre
mesmo que a revelia do amante
e sem permissão do amado
ambos se amam,
mesmo que o amor seja velado
machucar o outro não é desamar
pode ser chamar atenção
pode ser vingança,
mesmo que a um amor antigo
mas cuja raiva se vê refletido
nesse novo que nada tem de culpa
amar dói
desamar mais ainda
um esforcendo tremendo
desarmar o coração
juntar suas tralhas
e ir embora
deixando a si mesmo pra trás
de tal maneira responsável
que não há como escapar
de retribu-i-lo
da única forma possível
amando,
mesmo que de forma latente
sonolenta e preguiçosa
amar é ato de caridade
que se faz a si mesmo
filantropia que mais beneficia
aquele que a pratica
eu nunca amei pra não doer
se não doeu, então foi gostar
gostar é sempre prazeroso
quando doer, é só parar
amar não, é pra sempre
mesmo que a revelia do amante
e sem permissão do amado
ambos se amam,
mesmo que o amor seja velado
machucar o outro não é desamar
pode ser chamar atenção
pode ser vingança,
mesmo que a um amor antigo
mas cuja raiva se vê refletido
nesse novo que nada tem de culpa
amar dói
desamar mais ainda
um esforcendo tremendo
desarmar o coração
juntar suas tralhas
e ir embora
deixando a si mesmo pra trás
sábado, outubro 01, 2005
untitled one
When it is ok
when everything is just fine
it's hard to love
when you're not falling apart
In the good times
trust can be mistrust
cuz sharing is so hard
but in the bad ones
it is just so good
to have you by my side
When I talk
and you hear
when I need
and you confort me
I don't even have to say plase
you love me like a natural thing
it's so confortble
and I feel shamed
cuz I doubted
the most trustfull thing I have now:
you
I should open my blind eyes
and let my numb skin be touched
and shake my dusted heart
to let me love you like you do
when everything is just fine
it's hard to love
when you're not falling apart
In the good times
trust can be mistrust
cuz sharing is so hard
but in the bad ones
it is just so good
to have you by my side
When I talk
and you hear
when I need
and you confort me
I don't even have to say plase
you love me like a natural thing
it's so confortble
and I feel shamed
cuz I doubted
the most trustfull thing I have now:
you
I should open my blind eyes
and let my numb skin be touched
and shake my dusted heart
to let me love you like you do
sexta-feira, setembro 30, 2005
de vagar
estou exausto de ser tão apático
não me movo para lugar algum
tão devagar e lenta essa vida
de vagar entre vãs filosofias
estou tão cansado de descansar
meu ócio me consome, me tritura
qual batata no óleo quente, fritura
se eu não me movo, me demolem
chega o caos espontâneo
eu ando meio que meio
divido em uma parte inteira
múltiplos de mim mesmo
eu não tenho mais fronteiras
eu estou parte aqui
parte acolá, mas o que me intriga
é a parte extraviada
devem ter me levado pra Colômbia
ou pra África,
ou algum qualquer lugar longe e difícil de chegar
cheio de si,
há um vazio em mim
exausto de tanto existencialismo
e do nada
mas eu me confundo
com o tudo
nada eu analiso
tudo não é comigo
não me movo para lugar algum
tão devagar e lenta essa vida
de vagar entre vãs filosofias
estou tão cansado de descansar
meu ócio me consome, me tritura
qual batata no óleo quente, fritura
se eu não me movo, me demolem
chega o caos espontâneo
eu ando meio que meio
divido em uma parte inteira
múltiplos de mim mesmo
eu não tenho mais fronteiras
eu estou parte aqui
parte acolá, mas o que me intriga
é a parte extraviada
devem ter me levado pra Colômbia
ou pra África,
ou algum qualquer lugar longe e difícil de chegar
cheio de si,
há um vazio em mim
exausto de tanto existencialismo
e do nada
mas eu me confundo
com o tudo
nada eu analiso
tudo não é comigo
quinta-feira, setembro 29, 2005
Love is the only medicine to loneliness(I feel sick!)
I feel love
beyond and above
and even within
but not around me
I feel sad
cause some kinds of love
are not allowed
I don't agree
that's my romantic rebeldy
it will free me
from my existencialism
why question why
if all I gotta do is to receive
All the day I think about
what should my life be like
every night I dream
about a nice tomorrow
and it never comes
Love is the only medicine
to existentialism,
and withou it
my life don't make sense
The wind that blows in the window
remembers me you
this feeling of being free
belonging just to you and me
Love is the best medicine
for egocentrism,
and I want it for me
by the whole day
love gives me hope
by the night
it gives me peace
the one I need to sleep
Love is the best medicine
for tiredness,
I allways have the energy
enough to do it
(sex seems not to be a poetic word, but it in fact is)
That's my romantic experimentalism,
running desperately from all the isms
beyond and above
and even within
but not around me
I feel sad
cause some kinds of love
are not allowed
I don't agree
that's my romantic rebeldy
it will free me
from my existencialism
why question why
if all I gotta do is to receive
All the day I think about
what should my life be like
every night I dream
about a nice tomorrow
and it never comes
Love is the only medicine
to existentialism,
and withou it
my life don't make sense
The wind that blows in the window
remembers me you
this feeling of being free
belonging just to you and me
Love is the best medicine
for egocentrism,
and I want it for me
by the whole day
love gives me hope
by the night
it gives me peace
the one I need to sleep
Love is the best medicine
for tiredness,
I allways have the energy
enough to do it
(sex seems not to be a poetic word, but it in fact is)
That's my romantic experimentalism,
running desperately from all the isms
terça-feira, setembro 27, 2005
Forbidden Love
E eles se escondiam para amar, olhem que ironia! Enquanto o ódio e a violência era escancarados no rosto e no punho de muitos, seu amor era velado. Não era por covardia, não era medo, mas questão de sobrevivência. Nessa selva urbana as vezes você se cansa de ter que se enfrentar um, doi, três leões por dia. Ser alvejado por todos os lados, saber se defender do agressor e ao mesmo tempo comprendê-lo, ser superior... entre tanta gente baixa isso parece até ser fácil, mas fica difícil responder tanta hostilidade com algo sublime. Não quje não tentassem, tentavam, e como. Já haviam enfrentando muito, tudo que foi necessário para viverem em paz. Antes de se expor tiveram que vencer a batalha-mor, muito mais difícil do que qualquer confronto externo: a interna. Agora que estavam resolutos do que queriam, e sabiam que aquilo era belo, porque decerto era amor e não deturpação como quase tudo que se espalhava com orgulho pelo opi(o)nismo das pessoas. Sexo não é a principal coisa da vida de nenhuma pessoa, o que não diminui sua importância. Mas acima de tudo estão as pessoas, as vezes tão sem importância, as vezes pessoas são simplesmente pessoas... e isso é maravilhoso. Pessoas não são melhores. nem piores, nem abusadores, nem vítimas, pessoas são medíocres e maravilhosas ao mesmo tempo, só que em planos paralelos... que se cruzam ao mesmo tempo. A como o hibidrismo e a amibiguidade enriquecem nosso modo de ver o mundo!
Viviam seu amor como podiam, às vezes com hora e tempo marcado, as vezes com hora e tempo roubado, mas sempre com um tempo e espaço que era deles. Faziam coisas condenáveis pela moral e ética judaico-cristã-ocidental, mas a mesma já o condenava simplesmente por existirem de qualquer maneira. Podiam ser considerados os mais devassos entre todos, mas eram os únicos que não infrigiam nenhum dos dez mandamentos. Não matava, não roubavam, não traiam, não desejavam ninguém comprometido, só desejavam a si mesmos, e para muitos isso era proibido. Tolo mundo que possui exceções para a proibição da violências, como a imoralidade de toda guerra, e restrições para o amor, como se todos eles não fossem válidos.
De qualquer maneira lutavam, e a maneira mais devastadora possível: eram felizes, vivendo seu amor a qualquer custo. Exibiam desavergohadamente seus sorrisos, suas risadas, suas demonstrações de carinho. Em contraste com a arrogância do exército que espunha seu ódio vil com orgulho, aquilo ficava escandaloso... e assim iam contaminando as pessoas ao seu redor... Vamos subverter valores, let's just love!
Viviam seu amor como podiam, às vezes com hora e tempo marcado, as vezes com hora e tempo roubado, mas sempre com um tempo e espaço que era deles. Faziam coisas condenáveis pela moral e ética judaico-cristã-ocidental, mas a mesma já o condenava simplesmente por existirem de qualquer maneira. Podiam ser considerados os mais devassos entre todos, mas eram os únicos que não infrigiam nenhum dos dez mandamentos. Não matava, não roubavam, não traiam, não desejavam ninguém comprometido, só desejavam a si mesmos, e para muitos isso era proibido. Tolo mundo que possui exceções para a proibição da violências, como a imoralidade de toda guerra, e restrições para o amor, como se todos eles não fossem válidos.
De qualquer maneira lutavam, e a maneira mais devastadora possível: eram felizes, vivendo seu amor a qualquer custo. Exibiam desavergohadamente seus sorrisos, suas risadas, suas demonstrações de carinho. Em contraste com a arrogância do exército que espunha seu ódio vil com orgulho, aquilo ficava escandaloso... e assim iam contaminando as pessoas ao seu redor... Vamos subverter valores, let's just love!
sábado, setembro 24, 2005
eu não uso figuras de linguagem
puxa, que chato
eu uso palavras que falo
em coisas que escrevo
que eu podia dizer
mas não digo
eu acho tão bonito
tudo que é tão complicado
que eu não entendo
como um belo quadro
pra se pendurar na parede
eu olho,
enquanto balanço em minha rede
mas talvez fosse melhor dormir...
chega de reticências
a vida é muita vaga
pra se divagar em cima
a palavra e o som,
o escrito e a palavra cantada,
são as formas mais dinâmicas de expressão
que eu considero válidas
é isso que eu faço, eu falo
mesmo que escrevendo, eu digo
não faço arte, nem bibelô,
nem algo feio pra chamar atenção
eu não crio, nem invento, eu transcrevo
e espero que não esperem nada de mim
porque com certeza eu irei me atrasar
eu uso palavras que falo
em coisas que escrevo
que eu podia dizer
mas não digo
eu acho tão bonito
tudo que é tão complicado
que eu não entendo
como um belo quadro
pra se pendurar na parede
eu olho,
enquanto balanço em minha rede
mas talvez fosse melhor dormir...
chega de reticências
a vida é muita vaga
pra se divagar em cima
a palavra e o som,
o escrito e a palavra cantada,
são as formas mais dinâmicas de expressão
que eu considero válidas
é isso que eu faço, eu falo
mesmo que escrevendo, eu digo
não faço arte, nem bibelô,
nem algo feio pra chamar atenção
eu não crio, nem invento, eu transcrevo
e espero que não esperem nada de mim
porque com certeza eu irei me atrasar
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